terça-feira, 25 de maio de 2010

conto de facas.


murros diários em pontas de fac.

faculdades mentais tolhidas
delicadamente
serroteadas
debridadas

poderiam ter imaginado que algum ente ficou pra trás
logo ao lado do hospital!
(teria soluçado)

e antes, aquele corredor
6 pra lá, eu pra cá

e antes, minutos infindáveis em pé
a contagem regressiva
o olhar pro chão, pro detalhe qualquer

não quero isso
não quero isso
odeio isso

passos curtos
inevitáveis
frequência respiratória de sa ce le ran do.

olhei pela janela do ônibus, pro chão

cada m/s a menos
km/h pra longe

o que desencadeou isso tudo?

mas se não, o quê, então?


-ei, obrigada por me acompanhar até o terminal
parece que eu pressentia
(lá desmoronei)
obrigada mesmo.
me desculpa, mas acho que amanhã de manhã vou ficar em casa

minha mãe vai perguntar se tenho aula
vou dizer sim, não

mui-to-me-do.
e se a prova for quinta?

ó deus...

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