segunda-feira, 19 de abril de 2010

Luta, mulher!


ok, foto nem tanto a ver.

(-lembra da conversa com saha?)

"Portal do PSTU: Como é ser coordenadora geral de um sindicato de uma categoria majoritariamente composta por homens?
Deuzinha: É difícil. Na última campanha salarial, fizemos uma paralisação em uma obra. Os trabalhadores pararam. Das poucas mulheres que lá trabalhavam apenas uma parou. De todos, somente ela recebeu aviso prévio. Às vezes sou levada a ter que cobrar os companheiros... Sou mulher, me sinto frágil. É difícil uma mulher encarar uma tarefa que sempre foi tocada por homens. Não é fácil, mas aos poucos estamos fazendo a tarefa. A mulher está acostumada a ficar abaixo dos camaradas. É o costume. Mas temos que mudar? Com certeza!

Portal do PSTU: E o PSTU, o que representa para você?
Deuzinha: O PSTU representa uma mudança total na minha vida. Agora estou compreendendo realmente a luta. Ele me dá força para eu tocar a tarefa. Tenho aprendido muito com o partido. Se não tenho vergonha de dar entrevista para a TV é porque estou numa organização política que ajuda muito. Antes, para ir ao canteiro de obra, precisava que um companheiro fosse comigo e falasse por mim. Me dava vômito, dor de barriga. Quando fui ao encontro de mulheres do PSTU (2008) aprendi muito, me fortaleceu muito. Hoje eu encaro sozinha qualquer canteiro de obra. Isso é muito gratificante.

Portal do PSTU: Na campanha salarial de 2009, depois de três dias, a greve foi suspensa temporariamente, mas permaneceram as paralisações por obras até a patronal aceitar a proposta do sindicato, poucas horas antes da greve geral da categoria ser reiniciada. Durante esse período de greves localizadas, numa assembléia no meio da rua e debaixo de chuva, depois de ser muito aplaudida, você parecia estar chorando em cima do carro de som.
Deuzinha: Olha (Pausa. Ao lembrar os olhos se enchem de lágrimas)... aquela foi a assembléia geral que mais me emocionou por ver aquela multidão esperando por uma resposta. Muitas vezes o trabalhador sai para trabalhar sem ter dinheiro para deixar em casa para comprar comida para os filhos. O trabalhador e a trabalhadora passam o dia trabalhando e mesmo assim aceitam o convite do sindicato e ficam numa assembléia debaixo de chuva. Naquele dia vi o poder do dinheiro. Os trabalhadores esperando uma resposta e os patrões querendo nos humilhar. Já passei por várias assembléias, mas aquela me emocionou muito. Eles têm condições de dar o aumento, mas ficam nos massacrando até o último minuto. Nosso trabalho está sendo gratificado. Acho que me expressei nas lágrimas.

Portal do PSTU: Por falar em trabalhadores, o que você pensa sobre o socialismo?
Deuzinha: Acho que temos que lutar por ele. Ah, isso é verdade! Temos que lutar por ele. Esse mundo da burguesia, que vivemos, não é o ideal para os trabalhadores. Temos que lutar pelo socialismo para que todos tenham direitos iguais."

Um comentário:

  1. meu partido é assim:
    "toma meu tempo, meu dinheiro, meu talento...
    e me dá MUITO MAIS!"

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